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09 março, 2010

O caso de H[arry]. P[otter]. Lovecraft


Houve um caso de desaparecimento extremamente curioso há um tempo atrás, nas proximidades de Hogwarts. Um rapaz com seus 14, 15 anos, chamado Harry Potter, foi visto pela última vez entrando em seu dormitório. Logo após, testemunhas afirmam que houve um forte clarão vindo de sua janela, e barulhos estranhos e agudos foram ouvidos durante aproximadamente 15 minutos, sobressaindo uma voz áspera e nunca antes ouvida por nenhuma das testemunhas, que notaram um tom cavernoso e horrendo naquele timbre infernal. Os instantes seguintes foram inesquecíveis a todos os que habitavam o mesmo andar que Potter, já que um odor acre fortíssimo serpenteou para fora daquele quarto misterioso.
    Na manhã seguinte, os colegas mais próximo do garoto notaram sua ausência e deram o alerta a todos. Na mesma tarde, dois dos colegas de Potter, Hermione e Rony, preocupados com o sumiço do pobre menino, decidiram penetrar no quarto de forma secreta, já que havia sido selado para uma posterior investigação da polícia.
    Ao cair da tarde, percorreram sorrateiramente os corredores da escola e finalmente conseguiram esgueirar-se para dentro do dormitório. Estava como de costume: tudo bem arranjado e sem nada fora do lugar, apenas a cama estava desfeita, o que indicava que Harry havia dormido ali, e, possivelmente, teria desaparecido na madrugada ou na aurora. Hermione sentou na cama insatisfeita, depois de ter exaustivamente examinado cada canto do quarto, quando bateu levemente o pé em alguma coisa pesada embaixo da cama. Abaixou-se para ver o que era e um uivo angustiante escapou de seus lábios repentinamente. Seu horror foi tão intenso que foi parar à beira da porta, de onde não saiu, nem mexeu sequer um músculo, por alguns minutos. Rony correu até a amiga, tentou falar com ela, mas o espanto e o terror petrificaram-na totalmente. Então, ele mesmo foi até a cama e levantou a colcha: seu susto durou menos tempo mas foi igualmente intenso. Assim que recobrou a lucidez, vislumbrou um corpo disforme, do tamanho de um animal de pequeno porte, negro, de uma textura que não se assemelhava a nada que ele havia visto. Ao lado do corpo inerte, Rony notou um papel dobrado, corajosamente esticou o braço e alcançou o papel, desdobrou-o e viu que se tratava de uma carta endereçada a um tal de H. P. Lovecraft, na qual uma caligrafia medieval portava a seguinte mensagem:

Caro Lovecraft,

Chegou até nós, esta tarde, a notícia que tanto esperávamos, estamos muito contentes com o seu retorno e esperamos ansiosamente sua visita. O que realmente me impressionou foi o fato de ter escolhido um corpo tão jovem para encarnar, mas claro que entendo sua preferência por bruxos, e foi especialmente irônico ter escolhido alguém com as suas iniciais. Outro motivo de alegria para mim é saber que evocou Você-sabe-quem com tanta mestria e que as palavras usadas para tal evocação foram pronunciadas pela primeira vez por mim. Aqui na Transilvânia as coisas andam difíceis, as pessoas andam muito desconfiadas e não se pode conseguir sangue fresco tão facilmente. Acredito que com sua presença a situação irá melhorar. Venha em breve, por favor.
Drácula

Leituras:
Drácula, Bram Stoker
Série Harry Potter, J. K. Rowling

3 comentários:

Welton Nogueira disse...

que bom que voltou a postar. Senti sua falta :)

Rafael Marchesin disse...

Uau, parabéns pelo seu blog, fascinante!!!
Ah, muito obrigado pelo comentário, fiquei muito feliz em recebê-lo!
O livro da Marina Colasanti é muito bom de ser lido, isso porque ele nos leva para um longe, aquele longe cheio de ficção e paixão. Você não transita entre o mundo ficcional e o pós-ficcional? Então vai adorar lê-lo!

Grandes abraços,
Rafael Marchesin

Wilson disse...

Muito legal esse também. =)

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