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Mostrando postagens com marcador Sobre literatura. Mostrar todas as postagens
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24 setembro, 2011

Litemática




(Personagem de A + Personagem de B).inspiração + escrita³ =Novo Post!
 É isso que dá estudar matemática quando deveria estar lendo algum livro... tsc tsc tsc

23 setembro, 2011

Gênesis ou o Big bang cosmo-literário




Do Caos fez-se o Narrador. O Narrador criou a Luz e todo o Universo. Criou então Deus, causa da existência de todas as coisas e de toda a humanidade. Deus criou Jesus que criou o Amor. O Amor criou a Vida que criou a Morte. Dela surgiu o Fim, de onde brotou o Começo, que era o Verbo que pairava no Caos (daquele rascunho).

06 agosto, 2011

Constituição da Literatura

DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

Art. 1º A Literatura, formada pela união das literaturas de cada país do mundo, constitui-se umas das formas da Arte e tem como fundamentos:
I – a tradição;
II – a subversão;
III – a imaginação;
IV – o engenho;
V – a liberdade de criação
Parágrafo único. Todo o poder literário emana do autor que o exerce em benefício próprio, da Literatura e dos leitores.

Art. 2º São poderes da Literatura, independentes e harmônicos entre si, o Processo criativo, a Publicação e a Crítica literária.
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da Literatura:
I – construir e destruir visões de mundo;
II – proporcionar o desenvolvimento do senso crítico;
III – erradicar a pobreza de espírito;
IV – promover o entretenimento e a diversão;
V – promover o encontro com o sublime, através da poesia, prosa ou de outras formas literárias, nos termos desta Constituição.

DOS LITERATOS

Art. 1º São capazes do fazer literário:
I – Eu
II – Tu
III – Eles/elas
IV – Nós
V – Vós
VI – Eles/elas
Parágrafo único. Só é capaz do fazer literário aquele que o faz única e exclusivamente por necessidade de expressão artística.

Art. 2º É livre a manifestação do pensamento, sendo permitido o anonimato através do uso de pseudônimos.

SÚMULA VINCULANTE Nº 1
Muitas vezes a desventura incita o engenho. (Ovídio)
SÚMULA VINCULANTE Nº 2
Acho que foi o Maurois quem disse que a necessidade de se expressar literariamente resulta de um desajustamento, ou conflito interior, que a pessoa não consegue resolver de outra forma. (Rubem Fonseca)
SÚMULA VINCULANTE Nº 3
Toda gente é um monstro com orelhas de asno e miolos de macaco, incapaz duma idéia sensata sobre o que quer que seja. (Monteiro Lobato)
SÚMULA VINCULANTE Nº 4
Parece que existe no cérebro uma zona específica que poderíamos chamar memória poética, que registra o que nos encantou, o que nos comoveu, o que dá beleza a nossa vida. (Milan Kundera)
SÚMULA VINCULANTE Nº 5
É impossível aos homens e à natureza ultrapassar em riqueza a minha imaginação.” (Jean Jacques Rousseau)
SÚMULA VINCULANTE Nº 6
Se a uva é feita de vinho, talvez a gente seja as palavras que contam o que a gente é. (Eduardo Galeano)
SÚMULA VINCULANTE Nº 7
Os acontecidos aconteceram alguma vez, ou quase aconteceram ou não aconteceram nunca, mas têm uma coisa de bom : acontecem cada vez que são contados. (Eduardo Galeano)

24 julho, 2011

Estudando Direito...




Lei de Introdução ao Código Civil (LICC)
Lei de Introdução ao Código do Kamasutra (LICK)
Intertextualidade, ócio e libido Mode ON

02 março, 2011

O amor e os livros


A fila anda, querido!
Frankenstein, Dom Quixote, Drácula, Pantagruel, Fausto, Os irmãos Karamasov, Esaú e Jacó, Pedro Páramo, Doutor Jivago...
- Próximo!
Ulisses.

17 fevereiro, 2011

O fim da literatura



Che estava sentado no último vagão do trem que ia para a Argentina. No colo, um pesado exemplar de Anna Karenina. Demorava a virar as folhas, lia muito pausadamente, não se sabe se porque muito cansado ou por distração. Ou talvez seus pensamentos estivessem concentrados no mal daquele século: o fim da literatura. Sim, isso mesmo. Já há alguns anos a literatura havia sido suprimida da vida na Terra. Nenhuma publicação, nenhum novo escritor, nenhum interesse pelo mundo das letras. Ninguém explicava, ninguém perguntava, o fato é que a literatura havia desaparecido como mágica, num estalar de dedos, na perigosa névoa do esquecimento. Mas, Che, um leitor apaixonado, nunca deixava de cumprir o seu papel: ler e preservar a memória dos livros. Por isso havia decidido encontrar o último escritor, aquele que havia publicado o último livro daquele século monstruoso. E a única pista que tinha era um nome: Ricardo Piglia. Sabia que era um escritor argentino, seu conterrâneo, e sabia também que havia escrito um livro chamado O último leitor, então acreditava que poderia fornecer informações valiosas.
Chegou a Buenos Aires nas primeiras horas da manhã. Com algum esforço encontrou o endereço que tinha de Piglia, mas não encontrou ninguém em casa. Decidiu deixar uma carta que transcrevi abaixo:

Caro Senhor Piglia,
Sou o último leitor da face da Terra. Apenas eu ainda penso na Literatura, essa arte tão vital e tão negligenciada. Sou o leitor puro, aquele que acredita que a leitura é uma forma de vida. Por isso, depois de tantos anos nesse deserto sem criatividade, sem espírito, sem engenho, preciso redescobrir o sentido de minha vida e para isso preciso saber o que realmente aconteceu. Já que o senhor nos mostrou quem é o último leitor, por favor, lhe peço, me diga quem foi o último escritor.
Che G.

Piglia nunca chegou a por os olhos nessa carta que ficou durante muito tempo na soleira de sua porta. Logo depois da morte da literatura, Piglia enlouqueceu e exilou-se numa ilha do Pacífico. Dizem que o único livro que levou consigo foi a Bíblia.

Leitura:
O último leitor - Ricardo Piglia

14 fevereiro, 2011

Por que eu escrevo?

O post sobre porque eu gosto de ler livros me fez imediatamente pensar na outra ponta: Por que eu escrevo? E aí, só consegui responder com mais perguntas...

"Por que eu escrevo? O que me motiva a escrever? A que pulsão eu obedeço quando escrevo? Por que essa necessidade que parece queimar e que não passa senão quando apago a brasa com a tinta a correr pelo papel? Que motivos, pensamentos, idéias, palavras precisam ser escritos para aplacar essa [                   ] que habita em mim? Por que o efeito dessa necessidade é a angústia, a agonia, a inquietação? De onde vem e por quê, esse estímulo obsessivo? Como se dá a transformação desse impulso singular em palavras e sentido? É uma necessidade do corpo ou da alma? É um sopro que vem do exterior e atiça a brasa latente, ou uma chama interna e eterna que aquece e se propaga? É a loucura que, mansa, se aproxima e se aconchega? Ou é a mais pura lucidez nascida da Razão incontestável e sempre soberana?"

E você, por que escreve?

13 fevereiro, 2011

Por que gosto de ler livros?


 Este post faz parte da blogagem coletiva "Por que gosto de ler livros?", do blog Livros e afins .

"Gosto de ler por causa da variedade infinita de mundos que a ficção proporciona e, principalmente, por que sei que faço parte desses mundos e eles fazem parte de mim. Ler, assim como escrever, é tão natural, pra mim, quanto pensar e sonhar."

05 fevereiro, 2011

Trilogia


 
Foram encontrados manuscritos de duas obras inéditas de Eça de Queirós, que comporiam uma suposta trilogia: O primo Cristóvão, O primo Manuel e – o já conhecido – O primo Basílio. Os manuscritos foram organizados pela neta do autor que os achou em um antigo cofre da casa de campo da família, localizada nos arredores de Évora. Acredita-se que foram escritos entre 1876 e 1877, período em que publicou A tragédias da rua das flores. Foram editados no fim de 2009 e chegaram às livrarias no primeiro semestre de 2010. Confira a sinopse das duas obras:


O primo Cristóvão
É o primeiro livro da trilogia. É narrada a história da infância de Luísa, criada na casa da avó, Lucrécia, nos arredores de Porto. Na vasta fazenda portuguesa, Luísa cresce meio a loucura e beatitude de Lucrécia que a reprime de várias formas. Cristóvão é o primo com quem mais frequentemente se relaciona, e, por isso, sua primeira paixão.
 

O primo Manuel
O segundo livro da trilogia conta a adolescência de Luísa na capital, depois da morte da avó, quando vai morar na casa de um tio, seu único parente em Portugal. Manuel é filho de seu tio Francisco, um primo desconhecido até então, com quem descobre os prazeres, e descortina os mistérios da puberdade.

26 janeiro, 2011

A outra morte de Leopoldo Lugones




Ontem, pouco antes da meia noite, em uma rua do subúrbio de Buenos Aires, foi encontrado morto o escritor mundialmente famoso, Leopoldo Lugones. Testemunhas afirmam ter visto o ancião entrando num sobrado pertencente a um homem conhecido como bruxo na região.
Foram ouvidos muitos ruídos durante a noite, acompanhados de clarões inexplicáveis e “pequenas explosões aterrorizantes”, segundo A. G., vizinha da mansão (que prefere preservar sua identidade).
O corpo foi encontrado sem nenhum indício de agressão, fazendo com que os peritos suspeitassem de parada cardíaca, o que será confirmado pelos exames periciais dentro de alguns dias.
“Depois de várias horas de pavor, quando já havia desistido das orações mais poderosas que conhecia, aqueles sons e luzes demoníacos cessaram. E... as forças estranhas jogaram o corpo daquele homem na rua úmida, e seu sangue diluiu-se na garoa tranqüila que caía...”, relato de A. G. sobre a terrível morte de Leopoldo Lugones. A testemunha acredita que o escritor foi vítima de uma planta rara, a Viola acherontia, conhecida como a flor da morte. Uma segunda testemunha afirma que a verdadeira causa da morte foi a vingança de um folclórico animal: a intanha. Fantasia ou realidade? Espera-se que o caso seja solucionado em breve. 

Leituras:

25 janeiro, 2011

Um autor contemporâneo



"Peguei todos meus cadernos de anotações, uma meia dúzia, e decidi catalogar tudo o que já tinha escrito. Tentativas de contos, crônicas, posts, poemas, e sei lá mais o quê. Arranquei todas as folhas e juntei tudo. E agora? Continuar as histórias inacabadas, desenvolver as idéias anotadas, ou escrever coisas novas?
Há sempre a possibilidade despoluidora e instigante de jogar tudo fora e começar do zero. Esse impulso de reunião e seleção da “obra” eu devo a Mário Quintana. Li “Da preguiça como método de trabalho”, e compreendi que tudo pode ser matéria da arte, da poesia, da ficção. Tudo mesmo, até as folhas arrancadas dos meus humildes cadernos de anotações (em todos os sentidos). Se fosse meu, teria intitulado “Da gula como método de trabalho”: o meu método de criação se apresenta como um verdadeiro Pantagruel, o glutão; engole tudo o que vê pela frente e o resultado é um trabalho de influências diversas."

Leitura:
Da preguiça como método de trabalho, Mário Quintana

Zero


Um batalhão de personagens a espera de uma história. Nomes a espera de uma vida ficcional. Irmãos, cenas da infância, gostos, preferências. Existem milhares, milhões deles por aí. Formam uma imensa nação dos personagens que vivem no limbo. Alguns moram em velhos cadernos, outros em confortáveis arquivos .doc, e alguns até já estão em algum livro, mas como raramente são lidos, acabam ficando livres para transitar nas entrelinhas desse vasto mundo intra-ficcional.
Existe um lugar, em especial, onde esses personagens esquecidos costumam freqüentar: o Café-que-não-está-lá. É um estabelecimento modesto, extremamente antigo e que não chama muito a atenção. Não existe nenhum caminho, nenhuma rota que leve até ele, no entanto... lá está ele. Nenhum personagem famoso teve a audácia ou a curiosidade de pisar os pés naquele lugar, segundo as más línguas quem entra no Café se torna um zero nas estatísticas...quer dizer, desaparece!

Da arte


A arte sempre foi uma criança brincalhona. Adorava correr pelos bosques, caçar borboletas, pescar no riacho, e claro, gostava muito de brincar com as outras crianças. Sua brincadeira favorita era “Sim ou não!”. Era assim: alguém pegava um objeto e perguntava: “Esse livro é da Arte?” E ela respondia: “Sim!”. “Essa escultura é da Arte?”. E ela respondia: “Nãããão!”. “Aquele quadro é da Arte?”. “Siiiiiim!”. E assim ela passava os séculos brincando. No final, ela tirava a venda e via o que tinha ganhado. Às vezes ela não gostava do resultado...

Da poesia


A Poesia era umas das filhas da Arte,
E como a mãe, gostava muito de brincar.
Só que ela só brincava em versos,
E quando estava de muito mal humor
Exigia que eles fossem alexandrinos, ou
Redondilha maior, ou redondilha menor e etc.
Um dia ela resolveu se aventurar até a outra margem. E, muito surpresa, descobriu um mundo novo!

05 maio, 2010

"Tudo o que é sólido desmancha na arte"


Eram aqueles répteis com os quais havia sonhado a noite passada. Estavam ali, reais como a própria natureza, alcançados por todos os meus sentidos: concretos, palpáveis, visíveis. Segui três deles que andavam em fila indiana, aparentemente dirigiam-se ao local de onde tinham saído. Eles andavam lentamente. Depois de acompanhá-los com os olhos, já mortalmente cansados, segui-os até o canto da estante onde havia um papel caído. Me abaixei para ver o que tinha na folha: era um desenho de vários répteis, muito parecidos com aqueles que estavam ali, no chão do meu apartamento, mas estavam todos interligados, no espaço entre a pata e o corpo de um tinha a pata do outro. Era um desenho geometricamente pensado.
No entanto, o que realmente me intrigou foi o fato de que aqueles três répteis pararam perto da folha de papel e ficaram ali por alguns minutos, como se estivessem esperando alguma coisa.
Logo me pareceu inquestionável que eles estivessem esperando que eu me retirasse para que realizassem sua grande revolução. Com a curiosidade excitada decidi me esconder para ver o que eles fariam com aquela folha. Fui para trás de uma poltrona estrategicamente colocada, tinha uma boa visão do todo daquela cena estranhíssima. De repente tornou-se inacreditável quando aqueles pequenos seres entraram na folha transformando-se rapidamente em desenho, ao mesmo tempo em que outros, de meros desenhos, tornavam-se pequenos corpinhos em 3D, verdes e reais, saindo da folha de papel.

Hoje reconheço que esta peça ficcional foi apenas um lampejo da imaginação de alguém que não podia tirar os répteis de Escher do pensamento, e por isso, teve a necessidade de me escrever nesse vasto mundo ficcional.
P. F.
Leitura: